30 de dez de 2010

Sympathy for the Devil

Chove bastante agora, mas eu sei que daqui a pouquinho vai parar. Chuva de verão é tão previsível... Só não é mais previsível que eu quando tô ansiosa. Quando eu fico ansiosa, eu ataco todas as balas juquinhas do mundo. Aliás, se tem duas coisas que aprendi que são saudáveis são: comer plástico de bala juquinha de vez em quando e chorar de saudades pelo tempo, a dimensão escrota. Ah, é... quase ia me esquecendo: cantar quando se sente dor é genial. Tanto dor física, quanto ~dor no coração~. É estranho colocar isso aqui no meio, mas pessoas de cílios grandes são 98% das vezes confiáveis, aliás, isso é uma teoria minha. Tenho algumas outras, mas são tão estúpidas quanto, então prefiro não citá-las. Whatsoever, nunca confie em néim noob. Todavia, néins noobs são engraçados, é bom entrar no profile deles e zoá-los até cansar. Percebam como eu esperei a oportunidade para usar o "todavia". Às vezes não espero uma oportunidade certa pra falar certas coisas, aliás, eu não acredito em momentos certos. Acredito em momentos quaisquer com potencial para serem interrompidos por uma bomba. No desespero, já acreditei em destino, mas não tenho nenhuma religião; não acredito em Deus. Podem começar a revirar os olhos agora. Olhos... Sempre quando eu falo em olhos, lembro da Camila, minha melhor amiga. Ela é dessas que encara os olhos das pessoas e depois comenta o que achou, se tem pontinhos ou não, etc. Enfim, coisas de Camila, also known as Puat. Falando em apelidos, eu tive uns 14 apelidos diferentes. A maioria deles... bom, a maioria era idiota, óbvio, apelido por si só é uma coisa meio idiota, algumas vezes bonitinha, mas enfim... Ninguém me chama de Bru, isso até me intriga um pouco, porque seria o apelido mais comum. Mas ao invés disso já fui apelidada de Kurt! Kurt de Kurt Cobain. A música do Kurt era legal, aliás, é legal, eu escuto um pouco de Nirvana, mas as minhas bandas preferidas são The Academy Is... e Smashing Pumpkins, eu acho. É, tem reticências no nome da banda. Não uso muitas reticências ao escrever, pois acho que pontos finais têm mais impacto e é disso que eu gosto. Acho um ABSURDO gente que usa apóstrofe para marcar plural em inglês, assim como morro ao ver gente usa "awkward" como se fosse "weird". Deu pra perceber aqui minha adoração pelo inglês. Aliás, deu pra perceber aqui um bando de coisas. Acho que esse é o fim então, né?


Prazer, meu nome é Bruna Uller, tenho quase 17 anos.

27 de dez de 2010

11:11 AM

Novos começos trazem novos medos. O medo faz com que as coisas andem, se mexam. O medo acaba com a inércia.

É estranho como em menos de um mês a gente pode mudar muito, mesmo sem perceber. Mudei as coisas mais fúteis: mudei minha colcha, meu cabelo, meu modo de escrever, o foco das minhas reclamações, o seriado que eu assistia.
Mudei as coisas mais estranhas dentro de mim também, coisas que nem sei se tô pronta pra compartilhar. Uma dessas foi aprender a me respeitar.

Agora, quando olho pro relógio e são 11h11min, chego a ter dúvida do que desejar, mas sei com toda certeza do mundo que não é a mesma coisa que antes eu pedia com tanta vontade.
Agora, antes de dormir, tudo que eu penso é em acordar.

Tomorrow's just an excuse away, so I pull my collar up and face the cold on my own.

6 de dez de 2010

Coffeeshop Soundtrack

Ela fuma todo o maço de cigarros em menos de uma hora e diz não acreditar em amor. Mesmo com toda aquela autoconfiança, algo por trás das três camadas de rímel mal aplicadas me dizia algo a mais, talvez uma contradição. Percebia ali um olhar vazio e desmotivado, que no fundo gritava muito mais do que qualquer roupa que ela usava, berrava algo por trás daquela sua típica agressividade, e dizia que ela acreditava em muito mais do que ela se permitia apalpar.

Ela sou eu. Ela toma conta de mim. Meu alterego, meu lado menos conhecido.

Eu saí em busca de sorrisos para tampar minhas necessidades por respostas. Cautelosamente me guardei para minhas decepções, dizendo que o mundo é uma merda. Debaixo dessa farsa, bate um coração meio quebrado e arranhado, colado com fita durex. Fita durex daquelas vagabundas que soltam de vez em quando. A solidão sempre fora minha companhia mais nostálgica.

Sentada em um balanço de um parque, olhando para o céu cinzento, tenho a certeza de que o mundo, ao contrário do que digo, é muito mais do que aparenta ser, porém só pode ser admirado por mim quando olhado de outra forma, com efeitos visuais e uma saturação diferente de cores. De outra forma, onde o amor existe para mim e onde a simples compaixão sozinha é deixada de lado, pois ela por si só não se passa de pena com sentimento de frustração.

"I can keep a secret if you can keep me guessing. The flavor of your lips is enough to keep pressing for more than just a moment of truth between the lies told to pull ourselves away from the lives we leave back home..."

Largo minha máscara aqui. Talvez eu acredite em amor, sim. Não como eu acreditara uma vez. Mas todo dia quando acordo, abro as janelas em procura de algo a mais. Eu quero algo a mais.

4 de dez de 2010

Rejeição Confusa. Depósitos Incertos.

"Às vezes a gente agarra algo com tanta força, que esse algo escorrega pelas nossas mãos." Lembro-me de já ter citado essa frase aqui, não citá-la seria um absurdo, considerando que é a frase da minha vida. Eu tento me agarrar, me envolver, não me controlar, abraçar o mundo com as pernas, me entregar 100% em tudo que eu faço, mas nem sempre dá certo. Quase nunca dá certo.

Amo muito tudo, mas amo poucas pessoas. Amo não estar sozinha, amo idealismos, amo coisas que não existem. Muitas vezes, não sei onde tacar todos os meus sentimentos que tomam conta de mim de forma intensa, nada sutil. Nada é sutil na minha vida. Tudo é 80, nunca 8. Geralmente, aplico todo o meu amor, todo o meu carinho e toda a minha melancolia (porque em algum ponto eu tenho que admitir, tenho tendências melancólicas) nos lugares errados nas horas erradas.

Dou mais importância a relacionamentos do que eu realmente deveria dar. Quando se trata de amizade, sou sempre eu correndo atrás com medo de perder o que importa para mim. Mas não quero mudar isso em mim, pelo menos, não sinto essa necessidade agora. Sensibilidade extrema se encontra em cada célula do meu corpo e só eu sei como isso me atrapalha. Whatsoever, sinto uma constante necessidade de tomar decisões drásticas.

Já beijei lembranças de dias ruins que se tornaram os melhores dias da minha vida em um piscar de olhos. Já beijei alguém bom o suficiente. Já beijei sem vontade momentos de desconforto interno e de rejeição confusa. Incerta quanto ao que eu quero, deposito um olhar atento ao que tanto me subestima e me valoriza ao mesmo tempo.

Hipocrisia crua... Por que és um objeto de curiosidade quando tanto te rejeito? Quero me sentir inteira, quero conhecer alguém, quero fugir daqui pra outra cidade por um dia, e, nesse dia, nunca olhar para trás.