Olhando no meu embaçado e distorcido retrovisor, hoje, não sei nem explicar como eu tive alguma dúvida, como eu pude demorar tanto tempo para tomar alguma iniciativa que mudasse minha vida de um jeito louco, não-convencional e feliz. Ter saído de uma jaula foi o maior alívio que eu já senti, mesmo com os 14/quase 15 anos de experiência na prisão.
Há quanto tempo você não se sente leve? Quero dizer, leve, feliz, disposta, sem cansaço e rindo de tudo? Eu sei que eu não me sentia assim constantemente. Aliás, eu não me sentia assim há séculos. E ter saído da jaula para tomar outras iniciativas e finalmente seguir coisas que eu quero seguir... Amazing.
Não vou dizer que foi fácil. Meu retrovisor pode ser distorcido com tendências eufemísticas e hiperbólicas quando é conveniente e oportuno, mas nem tanto assim. Aprendi a criar bolas. Quer dizer, criar coragem. Porque eu não quero mais reclamar levantando a bandeira da hipocrisia e me conformar em ser acomodada. Decidi o que eu quero ser. Eu quero olhar pra trás um dia e ver tentativas, não frustrações.
Enfim, é isso. EU TÔ FELIZ PRA CARALHO. E meus pais não têm ideia de como eu sou grata pela oportunidade que eles tão me dando, apesar dos contras dessa iniciativa que tinha tudo pra dar errado. Mas vai dar tudo certo. Eu tô leve pra caralho. Agora eu sei o significado de weightless, for realzzz.
5 de set. de 2010
13 de ago. de 2010
Desembarque no Portão 6
Sei lá.
Vou começar o post sendo honesta comigo mesma e com quem tá lendo. Sei lá.
Tô com febre, meio alucinada, hiperativa (com febre), feliz e triste ao mesmo tempo, preocupada e sensível a qualquer coisa.
Tive um sonho estranho hoje, onde o mundo acabava de uma forma bem idiota, janelas explodiam e pessoas eram conduzidas para um aeroporto gigante, um lugar seguro. Ok, que merda é essa, né? Começou bem trágico. Todos tentavam salvar seus bens e todos estavam morrendo, menos eu e a Camila, porque a gente se salvava o tempo todo. A sensação era a de estar correndo rápido dentro d'água e de estar presa em uma situação que não dá pra sair. Nada importava, tava tudo desabando. Foi bem triste, na verdade. Meus amigos e todas as coisas materiais do mundo se acabando.
SÓ QUE ATÉ MEUS SONHOS TÊM FINAIS FELIZES PORQUE MEUS VALORES SÃO MUITO DISNEY CHANNEL. Todos que morreram estavam no aeroporto vivos depois de um tempo, e tava tudo bem.
"Nada importava, tava tudo desabando." Mentira. Puta mentira. Porque é quando as coisas desabam que tudo começa a importar. E quanto mais eu me importo, mais desaba. Mas tá tudo bem agora. Minha vida é um aeroporto. Pode não ser seguro como o do sonho, mas sem dúvidas, é um aeroporto.
Sei lá. Tudo que eu sei agora é o que eu havia esquecido tantas vezes. Eu sou extremamente boa em seguir em frente. Não que eu não espie um pouco pelo retrovisor só pra olhar o que eu deixei pra trás, mas é que ninguém dirige só olhando pra ele. Ninguém dirige sem ele, também.
Talvez minha vida não seja o aeroporto. Talvez já tenha sido. Ok, às vezes ela é. Mas hoje, nesse segundo, minha vida é um avião.
Vou começar o post sendo honesta comigo mesma e com quem tá lendo. Sei lá.
Tô com febre, meio alucinada, hiperativa (com febre), feliz e triste ao mesmo tempo, preocupada e sensível a qualquer coisa.
Tive um sonho estranho hoje, onde o mundo acabava de uma forma bem idiota, janelas explodiam e pessoas eram conduzidas para um aeroporto gigante, um lugar seguro. Ok, que merda é essa, né? Começou bem trágico. Todos tentavam salvar seus bens e todos estavam morrendo, menos eu e a Camila, porque a gente se salvava o tempo todo. A sensação era a de estar correndo rápido dentro d'água e de estar presa em uma situação que não dá pra sair. Nada importava, tava tudo desabando. Foi bem triste, na verdade. Meus amigos e todas as coisas materiais do mundo se acabando.
SÓ QUE ATÉ MEUS SONHOS TÊM FINAIS FELIZES PORQUE MEUS VALORES SÃO MUITO DISNEY CHANNEL. Todos que morreram estavam no aeroporto vivos depois de um tempo, e tava tudo bem.
"Nada importava, tava tudo desabando." Mentira. Puta mentira. Porque é quando as coisas desabam que tudo começa a importar. E quanto mais eu me importo, mais desaba. Mas tá tudo bem agora. Minha vida é um aeroporto. Pode não ser seguro como o do sonho, mas sem dúvidas, é um aeroporto.
Sei lá. Tudo que eu sei agora é o que eu havia esquecido tantas vezes. Eu sou extremamente boa em seguir em frente. Não que eu não espie um pouco pelo retrovisor só pra olhar o que eu deixei pra trás, mas é que ninguém dirige só olhando pra ele. Ninguém dirige sem ele, também.
Talvez minha vida não seja o aeroporto. Talvez já tenha sido. Ok, às vezes ela é. Mas hoje, nesse segundo, minha vida é um avião.
8 de jun. de 2010
Lei de Newton e Transições
"Considere um corpo não submetido à ação de forças ou submetido a um conjunto de forças de resultante nula; nesta condição esse corpo não sofre variação de velocidade. Isto significa que, se está parado, permanece parado, e se está em movimento, permanece em movimento e a sua velocidade se mantém constante."
Primeira Lei de Newton, princípio da inércia, ensinada no primeiro ano do meu Ensino Médio.
A inércia sempre fora necessária na minha vida. Considero a inércia a fase sem a qual eu nunca mudaria nada. Tomo essa como o primeiro passo dentro de uma fase mais ampla de transição.
Não tem como nada mudar se você não reconhece querer ou precisar dessa mudança em primeiro lugar.
Minha fase inercial é a fase de questionamento. Não tem como alguém levantar a bunda da cadeira pra agir sem estar sentado anteriormente. Não tem como agir sem saber que é necessária uma ação. Tenho na inércia, portanto, meu período de observação e reflexão. Tenho nessa merda de fase difícil a fase mais importante do que eu, aos poucos, vou me tornando.
Não há razão nenhuma que justifique apressar a base que sustenta uma mudança. Obviamente, a base precisa ser forte pra sustentar algo. Agora, o essencial é lembrar que existe um final, - ou um começo, whatsoever- existe algo a ser sustentado.
Uma coisa eu sei: No fundo, tudo valeu a pena.
Primeira Lei de Newton, princípio da inércia, ensinada no primeiro ano do meu Ensino Médio.
A inércia sempre fora necessária na minha vida. Considero a inércia a fase sem a qual eu nunca mudaria nada. Tomo essa como o primeiro passo dentro de uma fase mais ampla de transição.
Não tem como nada mudar se você não reconhece querer ou precisar dessa mudança em primeiro lugar.
Minha fase inercial é a fase de questionamento. Não tem como alguém levantar a bunda da cadeira pra agir sem estar sentado anteriormente. Não tem como agir sem saber que é necessária uma ação. Tenho na inércia, portanto, meu período de observação e reflexão. Tenho nessa merda de fase difícil a fase mais importante do que eu, aos poucos, vou me tornando.
Não há razão nenhuma que justifique apressar a base que sustenta uma mudança. Obviamente, a base precisa ser forte pra sustentar algo. Agora, o essencial é lembrar que existe um final, - ou um começo, whatsoever- existe algo a ser sustentado.
Uma coisa eu sei: No fundo, tudo valeu a pena.
5 de jun. de 2010
Excesso de Glicose
Comer e só ligar pro molho, ler e só ligar pra ortografia, atropelar e se preocupar com o vidro do carro, zerar a prova e se xingar por não ter acertado o desafio, dizer ofensas e só se preocupar pelo excesso de palavrões, usar guarda-chuva já tendo se encharcado.
Foco no desnecessário ou no superficial?
Onde me focar, hein?
Ah, é, por favor, me passa o sal.
Foco no desnecessário ou no superficial?
Onde me focar, hein?
Ah, é, por favor, me passa o sal.
31 de mai. de 2010
Lost in Pacific Time

Aviso: Não vale a pena ler isso tudo, huh. Eu tô surtando seriamente aqui. Explodindo de obsaysson, então nem leia, sério.
Cara...Ter kinda acidentalmente baixado esse CD ano passado foi uma das melhores coisas que eu fiz. É meu oxigênio, é tudo (oiq). Eu sou totalmente apaixonada por cada música dentro desse EP, especialmente pelas letras. Toda essa nostalgia, cada acorde, cada palavra em cada letra sou eu.
Pra qualquer outra pessoa, Lost In Pacific Time não significa porra nenhuma. É só mais um EPzinho desvalorizado, com músicas todas parecidas que pouco importam. E ainda consegue ser monótono, por mais agitado que seja. Essa monotonia possui gravado cada pensamento meu, tanto andando por aí quando tudo tava uma droga, quanto os dias que eu pulei por dentro dando umas cinquenta voltas em torno do meu sofá dentro de casa.
I'm Yours Tonight:
"My good intentions can leave the hardest hearts, the harshest scars you've ever seen. My bad impressions, they follow me making enemies that I can't see."
Sputter:
"Wake up, try on your new disguise. Would they recognize you anyway? Would they?(...)Don't waste your breath, you wouldn't want this anyway. But, if you did, I think I'd let you.(...)You know it's alright. You're stepping on the cracks and you feel fine."
Days Like Masquerades:
"This is me. The idealist inside that holds your love on a string, wound and tied like kites to all your hopes and dreams. What a tangled mess that they’ve turned out to be."
In the Rearview:
"Kissed with a hard rain washed away, you're back to your old ways, carelessly leaving tracks. The road you have chosen I refuse to take. Right now... and I was feeling just content enough to forget you. I've found skeletons grow stronger when kept from the light."
E a mais épica, New York (Saint In the City):
"You're placing a big blind bet on the underdog, and, though it's a stretch, you believe when you're against the odds, and on your feet. With you at your best, and promises kept, she'd rather stay here with you on the laziest afternoons with you.(...)When hearts hang on the line and all that you feared has happened, let the memories count the miles and never be forgotten."
Enfim, precisava expressar meu amor em algum lugar... Daqui a três segundos vou olhar pra isso e falar que sou uma retardada.
assim...
wut
15 de mai. de 2010
Conforto Provisório
Sexta à noite. Ou seria Sábado de madrugada? Sóbria, ela não conhecia aqueles caminhos que perseguia insistentemente ao se sentir sozinha. Mas nada que algumas doses não fossem fazê-la enxergar, não é mesmo? Algumas doses eram sua companhia nos dias mais estranhos e embaçados, quando as luzes de algum lugar se tornavam o chão de outro, o banheiro de outro, a casa que ela não conhecia, as coisas que ela não fazia. Tequila nunca seria limite, fugas sempre são tão fáceis e disponíveis. Soluções eram desconfortáveis. Ombros amigos de que ela não fazia mais tanta questão, ela tinha outra escapatória. Engolia mais um gole, mais um, mais...
Pela última vez, juro.
Pela última vez, juro.
14 de mai. de 2010
B-Side da Infidelidade
Minha última redação pra escola...
Aposto que vou mudar muito de opinião ainda, gosh. Whatsoever, não acho que trair alguém seja algo irrelevante, aliás, não acho irrelevante de maneira alguma. É algo extremamente delicado, porém relativo. Sinceramente, não sei me transportar pra esse tipo de situação com tanta facilidade. Aqui está minha tentativa, que talvez não seria tão racional (ou pseudo-racional):
"A traição é algo muito generalizado pelas pessoas. Revistas e sites na internet possuem inúmeros artigos falando sobre essa, apresentando, muitas vezes, soluções clichês, criando alguns mitos, estabelecendo “regras”, atitudes padrão, que, como em qualquer generalização, não se mostram aplicáveis a todos os casos. Por trás de qualquer tipo de infidelidade há uma razão, que dependendo do julgamento daquele que passa por essa, pode ser razoável, perdoável ou simplesmente abominável.
Insegurança, curiosidade, raiva, orgulho, culpa. Todos esses sentimentos se entrelaçam e tornam difícil o perdão. Não seria perdoar uma ação que pede para que as coisas voltem a ser como antes? Existe perdão completo sem o esquecimento? O esquecimento é algo que necessita da confiança, sendo que essa e o ego foram feridos. Em uma relação é necessário avaliar os sentimentos que são constantes dentro dessa e ver se esses valem a pena, observar se esses são maiores e podem falar mais alto que o orgulho.
Ao contrário do que muitas revistas femininas afirmam, a infidelidade é algo que pode ser a inspiração para mudanças, um motivo para reflexão e reavaliação de atitudes dentro do relacionamento. Da mesma forma que essa corrompe laços e é usada como chantagem emocional, pode também derrubar barreiras ao alcançar pontos nunca anteriormente alcançados, tocar em assuntos anteriormente ignorados.
A traição, dependendo da vontade/remorso das pessoas que são afetadas ou estão envolvidas nessa, pode se tornar algo positivo, criando um outro tipo de intimidade e consertando o que antes causava insegurança."
Aposto que vou mudar muito de opinião ainda, gosh. Whatsoever, não acho que trair alguém seja algo irrelevante, aliás, não acho irrelevante de maneira alguma. É algo extremamente delicado, porém relativo. Sinceramente, não sei me transportar pra esse tipo de situação com tanta facilidade. Aqui está minha tentativa, que talvez não seria tão racional (ou pseudo-racional):
"A traição é algo muito generalizado pelas pessoas. Revistas e sites na internet possuem inúmeros artigos falando sobre essa, apresentando, muitas vezes, soluções clichês, criando alguns mitos, estabelecendo “regras”, atitudes padrão, que, como em qualquer generalização, não se mostram aplicáveis a todos os casos. Por trás de qualquer tipo de infidelidade há uma razão, que dependendo do julgamento daquele que passa por essa, pode ser razoável, perdoável ou simplesmente abominável.
Insegurança, curiosidade, raiva, orgulho, culpa. Todos esses sentimentos se entrelaçam e tornam difícil o perdão. Não seria perdoar uma ação que pede para que as coisas voltem a ser como antes? Existe perdão completo sem o esquecimento? O esquecimento é algo que necessita da confiança, sendo que essa e o ego foram feridos. Em uma relação é necessário avaliar os sentimentos que são constantes dentro dessa e ver se esses valem a pena, observar se esses são maiores e podem falar mais alto que o orgulho.
Ao contrário do que muitas revistas femininas afirmam, a infidelidade é algo que pode ser a inspiração para mudanças, um motivo para reflexão e reavaliação de atitudes dentro do relacionamento. Da mesma forma que essa corrompe laços e é usada como chantagem emocional, pode também derrubar barreiras ao alcançar pontos nunca anteriormente alcançados, tocar em assuntos anteriormente ignorados.
A traição, dependendo da vontade/remorso das pessoas que são afetadas ou estão envolvidas nessa, pode se tornar algo positivo, criando um outro tipo de intimidade e consertando o que antes causava insegurança."
24 de abr. de 2010
Miss You Love
Qualquer um que me conheça um pouco sabe que tem um motivo pra eu ouvir música, eu me relaciono com essa, seja essa relação dada pelas letras, ou pelo sentimento geral que é posto nessa. Sendo assim, meus últimos dias têm sido mergulhados em Jimmy Eat World, Silverchair e algumas aleatoriedades...
Tem uma letra que fica presa na minha cabeça o dia inteiro, e meu interesse por essa intensificou-se depois que li que Daniel Johns (vocalista do Silverchair) disse que essa música “isn’t a love song at all, it is about not being able to love and not caring about it” ou algo assim, idk.
Inicialmente, Miss You Love chamou minha atenção por causa de uma frase:
“I love the way you love, but I hate the way I’m supposed to love you back”
Deve ser horrível ouvir isso de alguém que você ama, assim como deve ser doloroso (para qualquer um que tenha um coração) dizer a verdade. O que leva alguém a dizer isso é obviamente a pressão de amar alguém com a mesma intensidade. Pensar em qualquer tipo de pressão me faz questionar se essa está sempre relacionada com a culpa. Culpa por não poder sentir aquilo que o outro sente e a necessidade de se afirmar mal por isso. Aí me pergunto o que é pior: Amar e não ser amado de volta ou ver alguém sofrendo por você?
Sempre tive pra mim que amar e não ser amado de volta é, de certa forma, pior. Quando você ama alguém, você tem um conjunto de sentimentos na sua mão, sendo esses ou extremamente positivos, tais quais a adoração, a admiração e blábláblá, ou negativos, como o ciúmes. Ou seja, temos os dois lados da coisa. Agora, talking about ser amado e não amar em retorno, você tem a culpa e a pena.
Costumava a defender meu primeiro ponto de vista pelo argumento de que, quando você ama alguém, você tem essa pessoa na sua mente 24/7. Quando você tem alguém sofrendo por você, a tal da culpa e da pena só aparecem uma vez ou outra, especialmente quando o assunto tá em questão. Quase ninguém ficaria sem dormir se culpando por não gostar de outra pessoa, por não estar ~na mesma sintonia~. Mas não seria isso generalizar demais? Nem todo mundo que ama reage da mesma forma, nem todo mundo que tem um peso nas costas consegue levar tudo bem, controlando o peso na consciência ocasionalmente.
São duas dores tão diferentes quando vistas com mais cuidado, enquanto superficialmente parecem sofrimentos até parecidinhos, considerando que as pessoas adoram rotular tudo logo como ~sofrimento por amor~ e ponto final.
Aí volto pra mesma questão de dois parágrafo atrás. Será que realmente dá para comparar essas situações? Ou será que, ao fazer qualquer comparação, subestimaríamos sentimentos e diferentes sensibilidades, tendo pontos de referência não concretos o suficiente?
Tem uma letra que fica presa na minha cabeça o dia inteiro, e meu interesse por essa intensificou-se depois que li que Daniel Johns (vocalista do Silverchair) disse que essa música “isn’t a love song at all, it is about not being able to love and not caring about it” ou algo assim, idk.
Inicialmente, Miss You Love chamou minha atenção por causa de uma frase:
“I love the way you love, but I hate the way I’m supposed to love you back”
Deve ser horrível ouvir isso de alguém que você ama, assim como deve ser doloroso (para qualquer um que tenha um coração) dizer a verdade. O que leva alguém a dizer isso é obviamente a pressão de amar alguém com a mesma intensidade. Pensar em qualquer tipo de pressão me faz questionar se essa está sempre relacionada com a culpa. Culpa por não poder sentir aquilo que o outro sente e a necessidade de se afirmar mal por isso. Aí me pergunto o que é pior: Amar e não ser amado de volta ou ver alguém sofrendo por você?
Sempre tive pra mim que amar e não ser amado de volta é, de certa forma, pior. Quando você ama alguém, você tem um conjunto de sentimentos na sua mão, sendo esses ou extremamente positivos, tais quais a adoração, a admiração e blábláblá, ou negativos, como o ciúmes. Ou seja, temos os dois lados da coisa. Agora, talking about ser amado e não amar em retorno, você tem a culpa e a pena.
Costumava a defender meu primeiro ponto de vista pelo argumento de que, quando você ama alguém, você tem essa pessoa na sua mente 24/7. Quando você tem alguém sofrendo por você, a tal da culpa e da pena só aparecem uma vez ou outra, especialmente quando o assunto tá em questão. Quase ninguém ficaria sem dormir se culpando por não gostar de outra pessoa, por não estar ~na mesma sintonia~. Mas não seria isso generalizar demais? Nem todo mundo que ama reage da mesma forma, nem todo mundo que tem um peso nas costas consegue levar tudo bem, controlando o peso na consciência ocasionalmente.
São duas dores tão diferentes quando vistas com mais cuidado, enquanto superficialmente parecem sofrimentos até parecidinhos, considerando que as pessoas adoram rotular tudo logo como ~sofrimento por amor~ e ponto final.
Aí volto pra mesma questão de dois parágrafo atrás. Será que realmente dá para comparar essas situações? Ou será que, ao fazer qualquer comparação, subestimaríamos sentimentos e diferentes sensibilidades, tendo pontos de referência não concretos o suficiente?
19 de abr. de 2010
Suficientemente Indiferente
Engraçado como eu consigo perceber com facilidade diferentes fases da minha vida, e é engraçado eu enxergar com clareza o motivo pelo qual me encontro em cada uma delas. Sendo assim, o “normal” seria eu simplesmente mudar as fases ruins, mas não, saber as raízes do problema não é suficiente.
Às vezes, nada parece suficiente. Nem suficiente pra estar bom, nem suficiente pra estar ruim. Apenas suficiente pra estar suficiente, medíocre, com tendências maiores a piorar. As tendências são insuportáveis, e isso é suficiente. Se não é suficiente, pelo menos deveria ser um tipo de estímulo pra alguma mudança.
Lembro-me do dia que acordei e a única frase que falei pra minha mãe foi “tá tudo errado”. Lembro-me do dia há alguns meses atrás que acordei e falei que tudo ia dar certo, quando tinha tudo pra dar errado. Meia-noite e meia em um Domingo, no meio da semana de provões e eu me sinto errada. Não tenho caderno nenhum, mal estudei biologia, faltam três capítulos pra eu estudar Geografia e nem no livro eu toquei ainda, estando esse debaixo do teclado que digito tudo isso. Antes fosse só isso.
Olho em volta e tudo que vejo é embaçado, com contornos indefinidos. No momento, tudo que ouço é o barulho do teclado misturado com um tic-tac irritante que meu relógio de pulso faz. Desde quando eu comecei a usar relógio? Quando paro pra ouvir melhor, ouço o barulho do meu computador, do outro relógio da parede e de um carro na rua. Tudo parece bem distante, esse silêncio sabe me matar na medida certa. Essa ausência de extremos me corrói e me imerge num silêncio solitário que só eu sei qual é. É o meu silêncio. A minha falta de iniciativa, a minha falta de forças, meus erros.
Meus erros sempre me pareceram suficientes, sempre me pareceram oportunamente corretos e justificáveis. Hoje me sinto cínica querendo justificá-los, quando eu tive todas as chances pra acertar. Minhas chances nunca me pareceram suficientes, sempre procurei por algo a mais dentro da tal da mediocridade, mas acho que não tô aqui só pra procurar respostas pra perguntas impossíveis de serem respondidas. Meus erros tão “corretos” passaram a se mostrar indiferentes ao meu próprio julgamento.
Já não julgo mais quase nada. Quando digo “quase”, eu realmente quero dizer isso. Quando digo que quero continuar de outra forma, também é exatamente isso que quero dizer. Aceito a credibilidade nas minhas palavras, algumas que tomaram um valor desprezível por promessas não cumpridas. Eu sempre mantivera minha palavra, até hoje. “Promises are better left unsaid”, não é mesmo, Bruna? Promessas podem ser implícitas, mas o que prometo pra mim mesma é sempre o que encontro mais dificuldade de cumprir.
Quebrei promessas comigo mesma e, mesmo assim, não é o auge, não é o ápice. É só um começo. Começo de mais uma mudança na minha vida, quando ~outrora~ me perguntei como seguir em frente quando tudo parece tão indiferente à suposta vontade de seguir.
Às vezes, nada parece suficiente. Nem suficiente pra estar bom, nem suficiente pra estar ruim. Apenas suficiente pra estar suficiente, medíocre, com tendências maiores a piorar. As tendências são insuportáveis, e isso é suficiente. Se não é suficiente, pelo menos deveria ser um tipo de estímulo pra alguma mudança.
Lembro-me do dia que acordei e a única frase que falei pra minha mãe foi “tá tudo errado”. Lembro-me do dia há alguns meses atrás que acordei e falei que tudo ia dar certo, quando tinha tudo pra dar errado. Meia-noite e meia em um Domingo, no meio da semana de provões e eu me sinto errada. Não tenho caderno nenhum, mal estudei biologia, faltam três capítulos pra eu estudar Geografia e nem no livro eu toquei ainda, estando esse debaixo do teclado que digito tudo isso. Antes fosse só isso.
Olho em volta e tudo que vejo é embaçado, com contornos indefinidos. No momento, tudo que ouço é o barulho do teclado misturado com um tic-tac irritante que meu relógio de pulso faz. Desde quando eu comecei a usar relógio? Quando paro pra ouvir melhor, ouço o barulho do meu computador, do outro relógio da parede e de um carro na rua. Tudo parece bem distante, esse silêncio sabe me matar na medida certa. Essa ausência de extremos me corrói e me imerge num silêncio solitário que só eu sei qual é. É o meu silêncio. A minha falta de iniciativa, a minha falta de forças, meus erros.
Meus erros sempre me pareceram suficientes, sempre me pareceram oportunamente corretos e justificáveis. Hoje me sinto cínica querendo justificá-los, quando eu tive todas as chances pra acertar. Minhas chances nunca me pareceram suficientes, sempre procurei por algo a mais dentro da tal da mediocridade, mas acho que não tô aqui só pra procurar respostas pra perguntas impossíveis de serem respondidas. Meus erros tão “corretos” passaram a se mostrar indiferentes ao meu próprio julgamento.
Já não julgo mais quase nada. Quando digo “quase”, eu realmente quero dizer isso. Quando digo que quero continuar de outra forma, também é exatamente isso que quero dizer. Aceito a credibilidade nas minhas palavras, algumas que tomaram um valor desprezível por promessas não cumpridas. Eu sempre mantivera minha palavra, até hoje. “Promises are better left unsaid”, não é mesmo, Bruna? Promessas podem ser implícitas, mas o que prometo pra mim mesma é sempre o que encontro mais dificuldade de cumprir.
Quebrei promessas comigo mesma e, mesmo assim, não é o auge, não é o ápice. É só um começo. Começo de mais uma mudança na minha vida, quando ~outrora~ me perguntei como seguir em frente quando tudo parece tão indiferente à suposta vontade de seguir.
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