13 de abr de 2015

Inspiração

Tenho sentido essa constante necessidade de me inspirar, de me motivar. Sou eternamente grata ao fácil acesso aos vídeos através da Internet.
Então assisto essas entrevistas cativantes com diretores e produtores de filmes independentes e isso me enche de esperança.

É muito lindo e fascinante ver pessoas buscando o sentido da vida através da arte. É muito lindo ver pessoas jovens, amigas, que resolvem colocar algo no mundo. Que resolvem criar algo. Isso é mágico. ISSO É LINDO.

Muitos dos comentários dos vídeos falam sobre pretensão. É pretensioso querer encontrar beleza na vida? Encontrar harmonia estética e simbólica? Qual é o problema em querer mais do mundo? Em querer transformar caos em poesia? Extrair beleza da procura por sentido na vida...

Por que as pessoas tem tanto medo de entusiasmo? As pessoas tem medo de paixão, dessa carga energética que é colocada em cima desses projetos - projetos que os críticos de plantão consideram ambiciosos, mas são humildes E geniais - que trazem frescor.

É maravilhoso ser tocada pela paixão dos outros. Vejo essas pessoas fascinadas com o mundo em volta delas. Isso é o maior soco de esperança que uma pessoa pode me dar. Eles não estão fascinados com o dinheiro, nem com - como (infelizmente) muitas vezes o cinema é chamado - o negócio. Eles estão orgulhosos de uma criação/do resultado de uma união. Eles encontraram sentido nisso.

É pretensioso sentir?
É pretensioso gostar de algo e não ter nenhum problema ou frescura ao falar sobre sentimentos e símbolos?
Qual é o problema de mostrar empolgação?

A gente vive em um mundo muitas vezes brusco, que reprime desejos e euforia e priorizam uma atitude blasé e excessivamente crítica. Julgar, julgar, ridicularizar. As pessoas se privam de tudo.

Vamos respeitar o amor, porque ele é a nossa maior fonte de humanidade. É nele que a gente se permite a entrega, a renovação. Ele nos faz criar e sentir plenamente. Pelo resto do tempo as pessoas tentam fingir que não ligam pra nada (às vezes, realmente não ligam). Então, pelo menos quando se trata de amor - seja qual for o tipo; podendo também ser mais amplo que o amor entre duas pessoas -, vamos respeitar.

O amor invoca a verdade.

É pretensioso?
Eu acho corajoso demais.
Quero poder sempre me considerar fã. Com orgulho.

Queria agradecer às pessoas que buscam sentido e iluminam outras mentes. Artistas carregam o peso e a leveza do que é estar vivo.
Eu não conheço muitas dessas pessoas que já me fizeram bem, mas, se tivesse a chance, gostaria de agradecer por colocar positividade e prosperidade na minha vida. Elas fazem o que amam e eu sou grata a isso.

Connections in English

We need to properly address disconnection. We need to properly address and be able to talk about the underdog. The true misfits, not the cool friendly hipster version of what it is like to feel lonely.

I breathe loneliness as if there is no air around me. My lungs fill with dust and I'm completely unaware of what it is like to be part of something. I'm not even part of myself. I don't belong in my own perspective; I keep disagreeing with everything I think. I keep building these contradictions until I'm no longer respectful of my thoughts. My head turns to black and I don't get the world around me.

Why am I avoiding colors? Why am I dressing all in black lately? Why am I dreaming of living? Dreaming of having friends. Dreaming of doing things. Dreaming of talking, speaking, telling stories. Dreaming of making a difference to myself. Dreaming of meeting people and exchanging feelings.

Am I rehearsing for life?
Am I rehearsing for my rehearsal?
Am I worth it?
Am I interesting enough? Can anyone get something true from me? How long will it last? Will I serve as a fading memory?
Will I be a good memory to my future self?

I'm deeply lonely. I feel vague. I feel out of context. I guess I'm not even a teenager anymore. I don't go out. I don't get as much from the world as I'd like to. But do I really want it, if I'm making no efforts to go out and absorb life?

Will I dissolve in myself? What am I going to do with all this energy inside my body, this energy that doesn't disperse?

I keep shoving things through my eyes, but they come from screens. And I pay attention to all the details, until I'm tired of entertainment. I keep shoving life in my heart through inspirational imagery. Is it true fuel?
Is this reality? Can any image really portrait a true moment?

I think so. I think we can portrait some truths.
I think we can address to sadness in many ways, but, in the imagetic world, images need to be romanticized. Is sadness poetic enough? Why is it so dangerous to romanticize things?
Why is it that I feel so strange about living?

Is time passing by? I'm pretty sure it is, but is it passing by the way it should? I feel the disconnection in my pores. Disconnection is clogging my pores. Disconnection is in every cell of mine, ruining my complexion. Ruining my sense of self. Ruining my sense of life.

So I break down.
And I'm sorry that I do, but I need to. No, I don't want to talk to people. Not when these people won't get it or even make efforts to.
But do I listen?
Do I make efforts myself?

Is there any kind of true altruism? What is sympathy? Is it all about ourselves, after all? What about parental love? Isn't it true, though?

I want to believe in life and I want to be a part of it.
But, at the same time, I don't.
I'm writing in English so I don't have to hear these words in Portuguese inside my head. Not again.

I feel angry and then I'm sorry.
I'm probably going to be sorry I've written this.

I want to feel beautiful and connected feelings. I want to experience intensity with every cell of my body. I want to feel shivers, like strings connecting me to the world. I feel hungry for it all. I've experienced much in my head and I finally feel able to be thankful for it. But I want it all. I want it live. Real feelings, colorful, fully and deeply blossoming through the sting that my sorrow left in the tips of my fingers.



23 de jan de 2015

Fluir

Quebrada, igual uma frase interrompida. Frase curta. Movimentos bruscos. Raios que acertam casas. Braços que cortam, gestos que interrompem.

Interrompem o fluxo natural.

Porque um abraço é fluido, um beijo é fluido, um olhar carinhoso é contínuo.
O olhar da raiva corta. O olhar do fim. O desdém. A ansiedade vem em forma de frases bruscas. 

O fluido busca e tateia, sem medo de que a frase não tenha fim. Pra se permitir o tato, é preciso se permitir ser continuo e maleável, porque só assim se encontra um caminho pros sentimentos. É necessário permitir que os sentimentos caminhem pelo corpo, como se estivessem junto com o sangue, correndo dentro das veias, aumentando a pulsação. É sempre melhor ir mais devagar.

Ai, água, vem pra mim.
2015 tá aqui pra recuperar a água que eu perdi.

Eu gosto de cores, de intensidade, de amar, de sentir, de poder, de chorar.
Porque quando eu choro, significa que eu tô me curando. Cada choro é uma reação do meu corpo a minha dor. E que bom que eu posso sentir dor; isso significa que eu posso sentir. Sinto tudo muito forte e sinto tudo de uma vez só. 

E "de uma vez só" pode ser fluido. É importante encontrar suavidade dentro da nossa força. 
Ser forte e firme, mas maleável. Lidar com tudo, lidar como for possível, mas desenvolvendo sempre habilidades sociais e psicológicas que me permitam ser flexível. Quero dançar nas minhas intençōes.

15 de jan de 2015

Talvez?

Dentro de todo o meu mundo cético e exato, tudo se desestabilizou. Eu passei a acreditar que realmente existe um motivo pra tudo nessa vida.
Eu me sinto imersa em um eco sincronizado.
Talvez o mundo não seja tão simples assim.

Talvez tudo tenha mudado dentro de mim.
Célula por célula. A minha energia é outra. Tudo tá igual, mas tão diferente ao mesmo tempo.
Talvez eu tenha aprendido algo, sim.